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Informe publicitário

Olá, prezados e boníssimos senhores; queridíssimas e amabilíssimas damas é com imenso prazer que, lhes venho apresentar um novo dispositivo de comunicação de nome comercial chamado: Carta. Para que vos possa aprender esta nova forma de conhecimento tecnológico será preciso adquirir o mais novo manual de uso a ser lançado, em forma de livro, pela SF Editorial, no próximo dia 15 de setembro, com uma série de modelos em suas diferentes formas de leitura e feitura.

Para adquirir basta ir até este Link: https://www.sfeditorial.com.br/interesse-geral/cartas-aos-4-cantos?parceiro=%209434 a postagem é grátis

Acampamento das Almas

Em um passeio pelos humores, sabores e dissabores de situações corriqueiras, outras nem tanto, mas todas igualmente abraçadas pelo manto da humanidade (ou falta de), a coletânea Acampamento das Almas explora, com grande genialidade e criatividade, narrativas muito distintas entre si, mas ainda unidas pelo fio da brasilidade.

Seja na dramaticidade de O Crime de Leonora, na graça de Preconceito de Raça ou no romance poético de Instantes Antes dos Cisnes…, é presente o espírito da nossa identidade em meio a sábias sacadas de ousadias verbais do autor.

Com escrita livre, leve e solta, Paulo Luís Ferreira desenha sentimentos em seus contos, permitindo-se brincar com o vocabulário e a gramática quando convém ao significado do texto, aprofundando-o para o deleite e imersão do leitor nas aventuras pela alma de seus personagens.

E fica a você, que está com a obra em mãos, o convite de embarcar nesta montanha-russa de emoções e brindar conosco no Acampamento das Almas, onde as emoções pipocam sem cessar.

                                                                                                                                  Karol Póss

As Essências Perdidas

Tinha guardado consigo uma pequena amostra com a essência dos amores outrora vividos. Todos devidamente identificados. Certo dia a solidão apertou-lhe, e a nostalgia lhe acorreu aos odores e as dores, então ele abriu os frascos, um por um, e cheirou desesperadamente, mas nada sentiu. Um suor pegajoso de poeira lhe bateu no coração. E as cinzas dos amores mortos atingiram-lhe a emoção. Inebriado despencou ao chão. Ele houvera perdido todo seu arrebatamento afetivo. O frio possuiu-se de seus ossos. Imóvel ficou. A espera dos últimos trovões.

A Valsa que dança a Menina

Vejo a menina varrer a calçada de sua casa. Enquanto tomo meu sorvete sentado no meio-fio da rua. Porque o varrer é dança feita a dois, rebolado. A cena é de uma valsa a voar. Já foi microfone, quando uma bela canção foi cantada. E agora faz às vezes de um amor almejado. Mas é preciso reclinar para o beijo, para que pareçam mais românticos, e os beijos nos quais o outro, tomado nos braços, faça a paixão desabrochar. E o amor reclina-se sem objetar. A magreza dela é como o da vassoura, um par perfeito. Quem dos dois é objeto um do outro? Penso cá comigo enquanto acabo meu sorvete.

A Valsa que dança a Menina

Vejo a menina varrer a calçada de sua casa. Enquanto tomo meu sorvete sentado no meio-fio da rua. Porque o varrer é dança feita a dois, rebolado. A cena é de uma valsa a voar. Já foi microfone, quando uma bela canção foi cantada. E agora faz às vezes de um amor almejado. Mas é preciso reclinar para o beijo, para que pareçam mais românticos, e os beijos nos quais o outro, tomado nos braços, faça a paixão desabrochar. E o amor reclina-se sem objetar. A magreza dela é como o da vassoura, um par perfeito. Quem dos dois é objeto um do outro? Penso cá comigo enquanto acabo meu sorvete.